23/11/2009

Lula faz política culta e com arte

No mesmo dia em que Caetano fazia sua entrevista de capa, muito bela como sempre, no Caderno 2 do Estadão, o Ministro Ecologista Juca Ferreira publicava uma matéria na Folha na seção Debates. Um texto extraordinariamente bem escrito em torno da cultura, como estratégia, iniciada no 1º Governo de Lula ao nomear corajosa e muito sabiamente Gilberto Gil como Ministro da Cultura e hoje consolidada na gestão atual do Ministro Juca.

Por José Celso Martinez Corrêa

Hoje temos pela primeira vez na nossa história um corpo concreto de potencializaçã o da cultura brazyleira: o Ministério da Cultura, e isso seu atual Ministro soube muito bem fazer, um CQD em seu texto.

Por outro lado, meu adorado Poeta Caetano, como sempre, me surpreendeu na sua interpretação de Lula como analfabeto, de fala cafajeste, abrindo seu voto para Marina Silva.

Nós temos muitas vezes interpretações até gêmeas, mas acho caetanamente bonito nestes tempos de invenção da democracia brazyleira, que surjam perspectivas opostas, mesmo dentro deste movimento que acredito que pulsa mais forte que nunca no mundo todo, a Tropicália.

Percebi isso ao prefaciar a tradução em português crioulo = brazyleiro do melhor livro, na minha perspectiva, claro, escrito sobre a Tropicália: Brutality Garden, Jardim Brutalidade, de Chris Dunn, professor de literatura Brazyleira, na Tulane University de New Orleans.

Acho, diferentemente de Caetano, que temos em Lula o primeiro presidente antropófago brazyleiro, aliás Lula é nascido em Caetés, nas regiões onde foi devorado por índios analfabetos o Bispo Sardinha que, segundo o poeta maior da Tropicália, Oswald de Andrade, é a gênese da história do Brazil. Não é o quadro de Pedro Américo com a 1ª Missa a imagem fundadora de nossa nação, mas a da devoração que ninguém ainda conseguiu pintar.

Lula começou por surpreender a todos quando, passando por cima das pressões da política cultural da esquerda ressentida, prometeica, nomeou o Antropófago Gilberto Gil para Ministro da Cultura e Celso Amorim, que era macaca de Emilinha Borba, para o Ministério das Relações Exteriores, Marina Silva para o Meio Ambiente e tanta gente que tem conquistado vitórias, avanços para o Brasil, pelo exercício de seu poder-phoder humano, mais que humano.

Phoderes que têm de sambar pra driblar a máquina perversa oligárquica, podre, do Estado brasileiro. Um estado oligárquico de fato, dentro de um Estado Republicano ainda não conquistado para a "res pública". Tudo dentro de um futebol democrático admirável de cintura. Lula não pára de carnavalizar, de antropofagiar, pro País não parar de sambar, usando as próprias oligarquias.

Lula tem phala e sabedoria carnavalesca nas artérias, tem dado entrevistas maravilhosas, onde inverte, carnavaliza totalmente o senso comum do rebanho. Por exemplo, quando convoca os jornalistas da Folha de S. Paulo a desobedecer seus editores e ouvir, transmitindo ao vivo a phala do povo. A interpretação da editoria é a do jornal e não a da liberdade do jornalista. Aí , quando liberta o jornalista da submissão ao dono do jornal, é acusado de ser contra a liberdade de expressão. Brilha Maquiavel, quando aceita aliança com Judas, como Dionísios que casa-se com a própria responsável por seu assassinato como Minotauro, Ariadne. É realmente um transformador do Tabu em Totem e de uma eloquência amor-humor tão bela quanto a do próprio Caetano.

Essa sabedoria filosófica reflete-se na revolução cultural internacional que Lula criou com Celso Amorim e Gil, para a política internacional. O Brasil inaugurou uma política de solidariedade internacional. Não aceita a lógica da vendetta, da ameaça, da retaliação. Propõe o diálogo com todos os diabos, santos, mortais, tendo certa ojeriza pelos filisteus como ele mesmo diz. Adoro ouvir Lula falar, principalmente em direto com o público como num teatro grego. É um de nossos maiores atores. Mais que alfabetizado na batucada da vida, lula é um intérprete dela: a vida, o que é muito mais importante que o letrismo. Quantos eruditos analfabetos não sabem ler os fenômenos da escrita viva do mundo diante de seus olhos?

Eu abro meu voto para a linha que vem de Getúlio, de Brizola, de Lula: Dilma, apesar de achar que está marcando em não enxergar, nisto se parece com Caetano, a importância do Ministério da Cultura no Governo Lula. Nos 5 dedos da mão em que aponta suas metas, precisa saber mais das coisas, e incluir o binômio Cultura & Educação.

Quanto a Marina Silva, quando eu soube que se diz criacionista, portanto contra a descriminalizaçã o do aborto e da pesquisa com células-tronco, pobre de mim, chumbado por um enfarte grave, sonhando com um coração novo, deixei de sequer imaginar votar nela. Fiz até uma cena na Estrela Brasyleira a Vagar - Cacilda!! para uma personagem, de uma atriz jovem contemporânea que quer encarnar Cacilda Becker hoje, defendendo este programa tétrico.

Gosto muito de Dilma, como de Caetano, onde vou além do amar, vou pra Adoração, a Santa adorada dos deuses. Acho a afetividade a categoria política mais importante desta era de mudanças. "Amor Ordem e Progresso." O amor guilhotinado de nossa bandeira virou um lema Carandiru: Ordem e Progresso, só.

Apreendi no livro de Chris Dunn que os americanos chamam esta categoria de laços homossociais, sem conotação direta com o homoerotismo, e sim com o amor a coisas comuns a todos, como a sagração da natureza, a liberdade e a paixão pelo amor energia, santíssima eletricidade. Sinto que nessas duas pessoas de que gosto muito, Caetano e Dilma, as fichas da importância cultural estratégica, concreta, da Arte e da Cultura, do governo Lula, ainda não caíram.

A própria pessoa de Lula é culta, apesar de não gostar, ainda, de ler. Acho que quando tiver férias da Presidência vai dedicar-se a estudar e apreender mais do que já sabe em muitas línguas. Até hoje ele não pisou no Oficina. Desejo muito ter este maravilhoso ator vendo nossos espetáculos. Lula chega à hierarquia máxima do teatro, a que corresponde ao papa no catolicismo: o palhaço. Tem a extrema sabedoria de saber rir de si mesmo. Lula é um escândalo permanente para a mente moralista do rebanho. Um cultivador da vida, muito sabido, esperto. Não é à toa que Obama o considera o político mais popular do mundo.

Caetano vai de Marina, eu vou de Dilma. Sei que como Lula ela também sente a poesia de Caetano, como todos nós, pois vem tocada pelo valor da criação divina dos brazyleiros. Essa "estasia", Amor-Humor, na Arte, que resulta em sabedoria de viver do brasileiro: Vida de Artista. Não há melhor coisa que exista!

Lula faz política culta e com arte. Sabe que a cultura de sobrevivência do povo brasileiro não é super, é infra estrutura. Caetano sabe disso, é uma imensa raiz antenada no rizoma da cultura atual brazyleira renascente de novo, dentro de nós todos mestiços brazyleiros. Fico grato a Caetano ter me proporcionado expor assim tudo que eu sinto do que estamos vivendo aqui agora no Brasil, que hoje é um país de poesia de exportação como sonhava Oswald de Andrade, que no Pau Brasil, o livro mais sofisticado, sem igual brazyleiro canta:

"Vício na fala
Pra dizerem milho dizem mio
Pra melhor, dizem mió
Para telha, dizem teia
Para telhado, dizem teiado
E vão fazendo telhado"

SamPã, 6 de novembro, sob o signo de escorpião, sexo da cabeça aos pés, minha Lua de Ariano, evoéros!

23/07/2009

Castro Alves, carnaval e a máquina mercante

04/05/2009

Encontros Regionais de Cultura

Em andamento novas etapas dos Encontros Regionais de Cultura - Confira!



Dando sequência aos Encontros Regionais de Cultura do Partido dos Trabalhadores, já está em pleno vapor a organização de mais dois encontros. Confira abaixo e junto às secretarias estaduais de cultura do PT em seus estados.

Encontro Regional de Cultura Norte/Nordeste

Data: 22 a 24 de maio de 2009
Tema: Identidade Cultural Local
Local: Sindicato dos Servidores Publicos Federais de PernambucoRua Fernandes Vieira, 67 - Boa Vista - Recife - PE

Informações: Maria dos Prazeres, Secretária Estadual de Cultura do PT/PE: prasora@ig.com.br.


Encontro Regional de Cultura Sul/Sudeste

Data: 29 a 31 de maio de 2009
Tema: Comunicação e Cultura
Local: Arcos Rio Palace Hotel, Av. Mem de Sá, 1117, Centro, Rio de Janeiro/RJ

Informações: Secretaria Nacional de Cultura do PT: cultura@pt.org.br

02/05/2009

Financiamento e Mercado

O encontro Brasil Central foi realizado na cidade de Anápolis em Goiás entre os dias 24 a 26 de abril de 2009, reunindo militantes culturais para debater sobre políticas públicas na área de cultura para região Central do país.

Leia resolução da Secretaria de Cultura do PT sobre financiamento e mercado:

http://www.pt.org.br/portalpt/index.php?option=com_content&task=view&id=76024&Itemid=195

25/03/2009

PT começa a se organizar para I Conferência Nacional de Comunicação

A Comissão Executiva Nacional do PT aprovou nesta terça-feira (24) a criação de um Grupo de Trabalho para organizar a participação de petistas nos debates relativos à I Conferência Nacional de Comunicação, prevista para dezembro deste ano. Leia abaixo a íntegra do documento aprovado na CEN:

Sobre a I Conferência Nacional de Comunicação

Considerando as sucessivas resoluções políticas e iniciativas da Comissão Executiva Nacional do PT em apoio à convocação da I Conferência Nacional de Comunicação, adotadas nos últimos dois anos;

Considerando o anúncio do Presidente Lula, durante o Fórum Social Mundial de Belém, de que será convocada para 2009 a I Conferência Nacional de Comunicação;

Considerando que o Ministério das Comunicações, a Secretaria Geral da Presidência e a Secom estão discutindo no momento as providências para a sua convocação para o mês de dezembro de 2009;

A Comissão Executiva Nacional do PT resolve:

a. constituir um Grupo de Trabalho, composto pela secretarias nacionais de Comunicação, Movimentos Populares, Cultura e Mobilização, além da Fundação Perseu Abramo, para organizar a participação e intervenção dos/as petistas nesta I Conferência;

b. solicitar aos três ministros (Comunicações, SGP e SECOM) nova reunião com a CEN do PT, para dialogar sobre o formato da convocação, conteúdo e processo de preparação da Conferência;

c. consolidar as propostas aprovadas sobre o tema no III Congresso Nacional do PT, na Direção Nacional do PT e na I Conferência Nacional de Comunicação do PT como referência para a organização da militância petista na I Conferência Nacional de Comunicação;

d. realizar uma vídeo-conferência nacional, coordenada pelas Secretarias de Comunicação, Movimentos Populares, Cultura e Mobilização, além da Fundação Perseu Abramo, com o objetivo de mobilizar a base militante do PT em suas várias frentes de ação para a participação dos petistas na I Conferência;

e. estabelecer, até o processo de realização das Conferências Municipais, metas para a aprovação de propostas que possam unificar a intervenção dos/as petistas na I Conferência.

Comissão Executiva Nacional do PTBrasília, 24 de março de 2009

09/03/2009

Abaixo-assinado pela aprovação da PEC 150

Está na hora de unir esforços pela sensibilização dos nossos representantes em Brasília para a aprovação da Proposta de Emenda Constitucional - PEC 150/03, que determina a vinculação de 2% dos recursos do Orçamento da União, 1,5% dos estados e 1% dos municípios à preservação do patrimônio cultural brasileiro e à produção e difusão da cultura nacional. União terá ainda que dividir 50% de sua cota da Cultura com as outras unidades da Federação - 25% com os estados e 25% com os municípios.

Como forma de valorização do patrimônio cultural e desenvolvimento da produção e da economia da cultura em nosso país essa vinculação, que já ocorre em outras áreas como saúde e educação, precisa ser adotada imediatamente no Brasil.

PARA ASSINAR é só acessar: http://www.abaixoassinado.org/abaixoassinados/3958
e colocar os seus dados.

Confira a seguir a redação da PEC 15o:

PROPOSTA DE EMENDA À CONSTITUIÇÃO Nº DE 2003
(Do Srs. PAULO ROCHA , GILMAR MACHADO, ZEZEU RIBEIRO,FÁTIMA BEZERRA e outros)
Acrescenta o art. 216-A àConstituição Federal, para destinaçãode recursos à cultura

As Mesas da Câmara dos Deputados e do Senado Federal, nostermos do § 3º do art. 60 da Constituição Federal, promulgam aseguinte Emenda ao texto constitucional:
Art. 1º É acrescentado o art. 216-A à Constituição Federal,com a seguinte redação:
"Art. 216-ª A União aplicará anualmente nunca menosde dois por cento, os Estados e o Distrito Federal, um e meiopor cento, e os Municípios, um por cento, da receitaresultante de impostos, compreendida a proveniente detransferências, na preservação do patrimônio culturalbrasileiro e na produção e difusão da cultura nacional.§ 1º - Dos recursos a que se refere o Caput, a Uniãodestinará vinte e cinco por cento aos Estados e ao DistritoFederal, e vinte e cinco por cento aos Municípios.§ 2º - Os critérios de rateio dos recursos destinados aosEstados, ao Distrito Federal, e aos Municípios serão definidosem lei complementar, observada a contrapartida de cada Ente.

Art. 2º Esta Emenda entra em vigor na data de sua publicação.

JUSTIFICAÇÃO

A exemplo do que já ocorre nas áreas de educação e saúde, avalorização da cultura nacional depende de um decisivo econtinuado apoio governamental . Esta é também a regra no resto domundo, ou, pelo menos, nos países em que a cultura é consideradacomo um valor a ser preservado e promovidoNo nosso caso, em particular, o financiamento do Estado temoutra importante função, qual seja a se equalizar o acesso edemocratizar os benefícios dos produtos culturais, disseminando-osentre os segmentos excluídos da sociedade.Estas manifestações não podem ser inteiramente privatizadas, eas pessoas de baixa renda ou da periferia não podem sersimplesmente excluídas. Nem se pode admitir que a cultura sejaapenas um acessório. A cultura tem que ser entendida como espaçode realização da cidadania, da superação da exclusão social e comofato econômico, capaz de atrair divisas para o país e, internamente,gerar emprego e renda.Assim compreendida, a cultura se impõe, desde logo, noâmbito dos deveres estatais. É um espaço onde o Estado deveintervir. Mas não segundo a velha cartilha estatizante, mas como umformulador de políticas públicas e estimulador da produção culturalA opção para o atendimento a esta necessidade reside navinculação de receitas - apenas tributárias, apenas de impostos -aplicando parte delas e transferindo outra para os demais Entes,possibilitando, inclusive, a adoção de programas nacionais, sob aforma de participação conjunta.Por estas razões, espero o amplo e dicidido apoio de meusPares.

Sala das Comissões, em de de 2003

Deputado Paulo Rocha
PT/PA
Deputado Gilmar Machado
PT/MG
Deputado Zezeu Ribeiro
PT/BA
Deputada FátimaBezerra
PT/RN

04/03/2009

A deputada Maria do Rosário (PT-RS) foi eleita presidente da Comissão de Educação e Cultura

A deputada Maria do Rosário (PT-RS) foi eleita nesta quarta-feira (4) presidente da Comissão de Educação e Cultura. Ela substitui o deputado João Matos (PMDB-SC) no cargo.

Segundo Maria do Rosário, a Comissão de Educação e Cultura já está consolidada como centro do debate desses dois temas. A deputada disse esperar que, neste ano, o colegiado acompanhe a implementação de propostas que foram aprovadas pela Câmara, como o Fundeb e o piso nacional dos professores.

A comissão também elegeu a deputada Fátima Bezerra (PT-RN) para a 1ª vice-presidência e a deputada Alice Portugal (PCdoB-BA) para a 2ª vice-presidência.

Perfil
No segundo mandato como deputada federal, Maria do Rosário, 42 anos, ingressou na política como vereadora de Porto Alegre (RS) pelo PCdoB, em 1993. Filiou-se ao PT em 1994, sendo reeleita vereadora por esse partido. Em 1998, foi eleita deputada estadual e, ao término do mandato, elegeu-se deputada federal.

Formada em Pedagogia, Maria do Rosário presidiu a Comissão Especial da Lei Nacional de Adoção e atuou em diversas comissões da Câmara, como a de Educação e Cultura, onde foi 1ª vice-presidente (2005/06); e a de Direitos Humanos, onde foi 2ª vice-presidente.

Além disso, a deputada foi relatora da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) da Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes e da Comissão Especial de Combate à Pirataria. Maria do Rosário atuou ainda em outras comissões especiais ligadas ao setor de educação, como a que avaliou o Projeto de Lei 3582/04, que instituiu o Programa Universidade Para Todos (ProUni).

Reportagem - Oscar Telles e Marcello Larcher-Agência Câmara

18/12/2008

Bahia terá mais 150 novos Pontos de Cultura

A Bahia passa a contar com mais 150 novos Pontos de Cultura, selecionados por edital, que receberão nos próximos três anos R$ 27 milhões para aplicação em projetos em todos os 26 territórios de identidade do estado. Representantes dos novos Pontos e dos 68 já existentes estão reunidos entre hoje e amanhã, 18 e 19 de dezembro, em Salvador, para o Fórum de Pontos de Cultura da Bahia, que acontece no Teatro Vila Velha.
Participaram da abertura do Fórum, na manhã desta quinta-feira, o governador Jaques Wagner, o secretário de Cultura do Estado, Márcio Meirelles, a secretária de Articulação Institucional do Ministério da Cultura (SAI/MinC), Silvana Meireles, que anunciou novos investimentos para a Bahia, através do Programa Mais Cultura, e o secretário de Programas e Projetos Culturais do MinC, Célio Turino.
Na ocasião, os representantes da Secretaria de Cultura nos 26 territórios de identidade da Bahia foram empossados, e implantado o Comitê Estadual de Acompanhamento e Gestão do Programa Mais Cultura, composto por representantes do setor público e da sociedade civil, para atuar no planejamento, acompanhamento e avaliação da execução das ações do programa na Bahia.
A Bahia foi o primeiro estado a assinar com o MinC o convênio de descentralização das ações do Programa Mais Cultura. Esta primeira ação resultou no edital que selecionou projetos de 150 organizações da sociedade civil que se tornam agora novos Pontos de Cultura.

Leia mais.

(Fonte: Ascom RRNE/MinC)

03/12/2008

PT realizará atividades para debater questão cultural em dezembro



O PT, através da Secretaria Nacional de Cultura, vai promover no período de 9 a 11 de dezembro de 2008 uma série de atividades para debater a questão cultural no país.

Cultura é PT: das cidades para o Brasil, O Modo Petista de governar para a Cultura – Encontro Nacional de Gestores e Plano Nacional de Cultura – Desafios e Estratégias serão os temas dessas atividades que irão ocorrer no auditório da sede nacional do partido, em Brasília.

Para participar

As vagas são limitadas e caberá ao Partido dos Trabalhadores custear a hospedagem de até 100 inscritos. No ato da inscrição pedimos informar se necessitará do auxílio. Em caso de mais solicitações que o número de vagas haverá critério por Estado e Região proporcionalmente ao número de inscritos e data da inscrição.

Inscrições:

Clique aqui e preencha o formulário disponível. Ou envie os dados solicitados para o FAX: 11 32431370.

Para saber mais sobre o encontro:

http://www.pt.org.br/portalpt/index.php?option=com_content&task=view&id=72157&Itemid=240

Fonte: SNCult

18/11/2008

Ocupar as redes de rádio e tevê

Esse texto vem em boa hora, num momento em que o Brasil discute o papel da Comunicação na sociedade, num país onde a mídia é subserviente à elite e aos interesses dos grandes grupos econômicos.

Ocupar as redes de rádio e tevê

A mídia, hoje, é a instituição com maior poder de produzir e reproduzir subjetividades. O dia em que os movimentos sociais organizados se derem conta disso, a primeira ocupação será nos centros de produção e reprodução de textos e imagens encarregados de sustentar o sistema.

Marcelo Salles

Revejo "Jango", brilhante documentário de Sílvio Tendler, que foi exibido na madrugada deste sábado (8/11/08) pela TV Brasil. Deveria ter ido ao ar mais cedo, em horário nobre, tamanha a sua importância. O filme mostra os atores envolvidos no golpe de Estado cometido contra o povo brasileiro em 1964. No ato lembrei do título do livro de René Dreifuss: “1964: a conquista do Estado”. O termo escolhido pelo escritor não poderia ser mais preciso. Tanto em sua obra quanto na de Tendler fica evidente que não houve apenas um golpe estanque no Brasil; ele não surgiu da noite para o dia. O movimento foi preparado durante anos e contou com apoio do governo dos EUA, de corporações privadas e de veículos de comunicação de massa.

No documentário há um depoimento muito importante de um militar, que chama a atenção para a “provocação” que representou o comício de 13 de março, na Central do Brasil. Ele fala que o povo trazia cartazes subversivos. Aí lembrei de toda a preparação psicológica, de todos os cursos financiados pelos EUA para os militares brasileiros de que fala Dreifuss. IPES e IBAD à frente. Ao longo de anos associaram comunismo à barbárie e à desordem, até chegar ao golpe. Depois dele, a tropa de choque foi retirada da linha de frente (Carlos Lacerda e Magalhães Pinto, cassados) e os homens de confiança assumiram a liderança. Brizola diz em seu depoimento que este foi o golpe dentro do golpe. Castelo Branco assume e imediatamente revoga a lei de remessa de lucros e garante a manutenção dos latifúndios improdutivos. O que vemos hoje?

Em meio à tal crise, que as corporações de mídia já não mais explicam por que, como e onde, o Banco Central divulga que montadoras de automóveis enviaram nada menos que US$ 4,8 bilhões às matrizes no exterior. Somando os outros setores da economia, a sangria alcança absurdos US$ 20,143 bilhões/ano. O Globo deu matéria sem nenhum destaque na página 22 da edição do último dia 6, cuja capa lambia as botas do novo comandante pró-forma do imperialismo. Eis aí a natureza do golpe de 1964 e da ditadura que seqüestrou, torturou e matou milhares de brasileiros.

Seu maior objetivo é garantir que o país mais rico da América Latina seja mantido sob a dominação imperialista. Nenhum governo sério do mundo permite que sejam enviados para o exterior tantos recursos produzidos com o suor do seu povo. Existem leis que obrigam que esse dinheiro seja reinvestido no país, isso sem falar na tributação às grandes empresas, que deveria ser maior. Não dá pra aceitar calado o envio de tantos bilhões pra fora enquanto existe gente passando fome aqui dentro. Isso sim é uma ditadura, devo dizer àqueles que se prendem aos paradigmas da mídia grande.

Apesar da flagrante pilhagem, não se vê resistência. Nem quanto às indecentes remessas de lucro, nem contra a entrega do nosso petróleo, nem contra a ausência de uma auditoria na dívida pública, nem contra a absurda concentração fundiária, nem contra a falta de regulamentação do artigo 153 da Constituição, que determina a cobrança de impostos sobre grandes fortunas, nem contra o salário mínimo de R$ 415,00 e, pior, nem contra o oligopólio dos meios de comunicação social. Pior porque é este oligopólio o maior responsável pela manutenção desse estado de coisas, que de um lado explora o cidadão brasileiro e de outro entrega nossas riquezas para empresas estrangeiras e seus testas-de-ferro.

A mídia, hoje, é a instituição com maior poder de produzir e reproduzir subjetividades. Ou seja, é ela quem vai determinar formas de sentir, agir, pensar e viver de cada pessoa e, por extensão, de toda a sociedade. O dia em que os movimentos sociais organizados se derem conta disso, a primeira ocupação será nos centros de produção e reprodução de textos e imagens encarregados de sustentar o sistema. Uma vez ocupadas as redes de rádio e tevê (cujas principais representantes, a propósito, estão com as concessões vencidas), o povo será informado sobre as razões da falta de médico para o filho que sente dor, da falta de escola para quem precisa estudar, da falta de trabalho para quem quer produzir, da falta de terra para quem quer cultivar e etc. Uma vez que isto aconteça, a justa indignação não mais poderá ser contida.

Marcelo Salles é jornalista e editor do jornal Fazendo Media (www.fazendomedia.com)


O texto você encontra no site da Carta Maior pelo link:

http://www.cartamaior.com.br/templates/analiseMostrar.cfm?coluna_id=4026

16/11/2008

Palestras, mesas-redondas, oficinas e shows no Mês da Música

Tendo como ponto de partida o Dia Nacional do Músico (22/11), a Fundação Cultural do Estado da Bahia, unidade da Secretaria de Cultura, promove o projeto Novembro - Música em Todos os Ouvidos. A iniciativa visa a estimular o desenvolvimento da cadeia produtiva da música, através de um ambiente reflexivo, com palestras, mesas-redondas, oficinas e shows.

Idealizado pela diretoria de Música da FUNCEB, o projeto acontece pelo segundo ano consecutivo, trazendo uma programação que engloba a 2ª edição do Fórum de Música, Mercado e Tecnologia - FMMT (de 12 a 15/11) e shows a preços populares nos largos do Pelourinho (dias 14, 15, 22 e 29/11). Oferecendo uma amostra plural da atual produção musical brasileira, a programação traz artistas locais de outros nove estados. A programação completa do evento está disponível no site da Funceb.

“Através desta programação, a FUNCEB procura ampliar a inserção da Bahia no eixo de discussões e negócios da área musical na atualidade. Reunimos profissionais de diversas partes do país para debater temas ligados à comunicação, propriedade intelectual, tendências de distribuição, exportação, entre outros”, afirma Gisele Nussbaumer, diretora da Fundação Cultural do Estado.

O II Fórum de Música, Mercado e Tecnologia é uma realização conjunta da FUNCEB e do Serviço Brasileiro de Apoio as Micro e Pequenas Empresas (SEBRAE), que conta com as parcerias com Goethe Institut (ICBA), Instituto do Patrimônio Artístico Cultural (IPAC/ Pelourinho Cultural) e Instituto de Rádio Difusão do Estado (IRDEB). “O projeto a cada ano estimula diferentes cenários que constituem o universo musical. No II Fórum de Música, Mercado e Tecnologia buscamos fortalecer a Rede Música Nordeste ao incentivarmos o intercâmbio cultural e negócios em nossa região, através de ações que atinjam não apenas o músico, mas também os diversos profissionais que prestam serviço a esse profissional. Numa ação como essa fortalecemos a área ao valorizar os diversos protagonistas dessa cadeia produtiva.” conclui Gilberto Monte, diretor de Música da FUNCEB.

As informações são do site da SECULT

14/11/2008

A Bahia na trincheira pela democratização da comunicação

Por João Freire

Padre Adenilton não era profeta. Mas percebeu que aquela menina ti¬nha talento para a comunicação. Incentivada pelo padre, aos nove anos, Gislene Moreira começou a trabalhar em uma rádio comunitária na cidade baiana de Rui Barbosa, distante 300 quilômetros de Salvador, e não parou mais. Filha de camponeses e relações públicas por formação, Gislene era coordenadora de articulação da ONG Cipó – Comunicação Interativa e agora está no México, onde cursa o doutorado. Gil, como é conhecida, participou do grupo de trabalho que organizou a I Conferência de Comunicação Social da Bahia, realizada em agosto passado.

A Conferência teve como objetivo promover o direito humano à comunicação e já se tornou um marco histórico. A Bahia, que teve um papel importante na consolidação da independência do Brasil – quando expulsou os portugueses de Salvador, em 2 de julho de 1823 –, agora se destaca com a Conferência de Comunicação, a primeira do gênero realizada no Brasil, uma importante contribuição para a democratização da comunicação em nosso país.

Na Bahia, assim como em outros estados brasileiros, o coronelismo sempre dominou os meios de comunicação. “É preciso muita coragem para enfrentar os 500 anos de dominação da nossa história, que hoje se traduz na dominação dos meios de comunicação”, destacou Gil Moreira na abertura da Conferência.

Pouco tempo atrás, seria impensável fazer o que o governo da Bahia e a sociedade civil fizeram. Uma ampla e democrática conferência para discutir políticas públicas e democratização da comunicação. Nunca houve diversidade nos meios de comunicação da Bahia. Uma única e poderosa voz determinava o que os baianos liam e assistiam nos meios de comunicação.

Falecido há pouco mais de um ano, o ex-governador da Bahia Antônio Carlos Magalhães – mais conhecido como ACM – comandava essa voz. Amigo próximo do empresário Roberto Marinho (Organizações Globo), controlava um império de comunicação que incluía seis geradoras e 311 retransmissoras de TV (todas afiliadas da TV Globo), além de rádios, jornais e uma operadora de TV paga.

A eleição do governador Jaques Wagner (em 2006) foi a maior derrota política de ACM e a realização da Conferência de Comunicação representa mais um revés para os poderosos coronéis midiáticos, que insistem em tentar manter a comunicação sob a tutela de seus interesses e, assim, se perpetuar no poder.

“A democracia brasileira não será completa se não cumprirmos a etapa da democratização da área de comunicação”, advertiu o secretário de Comunicação da Bahia, Robinson Almeida, coordenador-geral da Conferência. “O estado tinha que dar sua contribuição e demonstrar para o Brasil que é possível fazer um debate democrático sobre comunicação”, concluiu.

Segundo o governo da Bahia, mais de 2.500 pessoas, das várias regiões do estado, se mobilizaram e participaram das oito plenárias preparatórias, realizadas de Eunápolis (no Sul do estado) a Juazeiro (no Norte). Nessas reuniões, foram eleitos os 300 delegados que participaram do evento em Salvador.

Os baianos demonstraram grande capacidade de mobilização e de comprometimento com a Conferência, que não se esvaziou ao longo dos três dias de trabalho. O calor dos debates deixou claro que a sociedade brasileira deseja mudanças urgentes na comunicação e quer participar das decisões sobre as políticas públicas do setor.

“As empresas de comunicação defendem a democracia e a liberdade de expressão, mas não admitem uma diversidade maior. Os meios de comunicação debatem tudo, menos a realidade deles próprios”, reflete Carlos Tibúrcio, assessor especial da Presidência da República, que representou o governo federal no evento. “Eu espero que [a Conferência] se reproduza pelos 26 estados da federação e pelo Distrito Federal para que consigamos, de fato, dar um passo significativo nesse processo de consolidação da democracia no país”, acrescentou Tibúrcio. O secretário Almeida completou: “É possível fazer uma conferência estadual e é possível fazer uma conferência nacional”.

Formada em 2007, a Comissão Pró-Conferência Nacional de Comunicação reúne mais de 20 entidades da sociedade civil organizada e tem como objetivo mobilizar a sociedade e pressionar o governo federal para convocar uma conferência nacional a ser realizada em 2009.

Apesar de a comissão já ter apresentado a proposta para os ministros Luis Dulci, Franklin Martins e Hélio Costa, ainda não há sinal de que o governo pretenda atender essa demanda. Apoiado em conceitos absurdos como a liberdade de expressão comercial, o lobby dos controladores da mídia – representado pelos 198 deputados e 38 senadores da Frente Parlamentar da Comunicação Social – tem conseguido evitar o debate e retardar a convocação da conferência. Seria muito útil se os empresários do setor praticassem a responsabilidade social empresarial e se dispusessem a debater as questões da comunicação com a sociedade.

A Comissão Pró-Conferência participou ativamente do evento. “O evento demonstra ao governo Lula, em especial ao Ministério das Comunicações, que a nação brasileira quer e exige a realização da conferência nacional, para poder discutir políticas públicas de uma comunicação inclusiva que represente as diversidades brasileiras”, afirmou José Sóter, coordenador executivo da Abraço Nacional – Associação Brasileira das Rádios Comunitárias – entidade integrante da Comissão.

A deputada federal Luiza Erundina (PSB-SP) também participou do evento em Salvador. “Pelo peso que tem a Bahia, essa Conferência vai ter impacto político junto ao governo federal para que se consiga a Conferência Nacional de Comunicação. Nós temos que ir ao presidente Lula”, clamou a deputada. Erundina integra a Comissão de Ciência, Tecnologia, Comunicação e Informática (CCTCI) da Câmara, espaço onde os interesses das empresas de comunicação sempre falaram mais alto do que os interesses da sociedade.

Atualmente, a CCTCI é presidida pelo deputado Walter Pinheiro (PT-BA), que demonstra estar alinhado às reivindicações da sociedade e defende a urgência da convocação da conferência nacional. “Nós queremos a conferência para discutir o uso da comunicação como ferramenta de democratização”, afirmou Pinheiro em entrevista para o Observatório do Direito à Comunicação.

No documento final do evento, a Carta da Bahia, há um destaque para o controle social da mídia. A plenária propõe a criação do Conselho Estadual de Comunicação, cobra ações do governo para a universalização do acesso à internet banda larga e entende que é essencial o fortalecimento da comunicação comunitária (rádios e TVs) no estado. “Se nos for garantido o direito à comunicação, iremos assim quebrando paulatinamente os monopólios das minorias privilegiadas sobre os meios de comunicação social de massa e combatendo os impérios oligárquicos regionais vinculados à propriedade privada sobre a terra e os meios de produção”, prega o documento.

Mais um importante passo foi dado para a democratização da comunicação no Brasil.

A entrevista integra a edição nº 66 da revista Fórum.

31/10/2008

NOTA DE REPÚDIO AO JORNAL DA METRÓPOLE DE MÁRIO KERTESZ

A lição primeira para qualquer comunicador é a de que o Meio de Comunicação Jornalístico deve ser imparcial em emitir preferências, sobretudo, em relação à temáticas que geram polêmica e controvérsia na opinião pública, tais como, religião e política.

Mesmo não sendo de grande surpresa, devido a demonstrações que este grupo de comunicação local, a Editora KSZ, Metrópole, de comando de Mário Kertesz, tem proferido em suas publicações e difusões, é lamentável como de forma tão escancarada fez propaganda eleitoral em favor de um dos candidatos à Prefeito de Salvador, às vésperas das eleições no segundo turno em Salvador. Uma verdadeira boca de urna deliberada em favor do reeleito (e não atribuímos somente à esse fato, claro) prefeito João Henrique.

A publicação do Jornal da Metrópole, de 24 de Outubro de 2008, (http://www.jornaldametropole.com.br/) estampa na sua Capa a marca de campanha do então candidato João Henrique. Não é uma opinião é uma Publicidade? Ora, convenhamos que, um veículo de comunicação que se digne, não se submete à falta de sensatez e não subestima ou brinca com a inteligência e o senso crítico da sociedade..

Mais uma vez, é vergonhoso termos que encarar mais um papelão como esse que agora despejaram pelas ruas de Salvador, 80.000 exemplares de sua tiragem. Mesmo depois de tantas vezes gritarmos contra outros veículos que cometeram esta prática arrogante: "TV Bahia, mentira todo dia" e/ou "Correio da Bahia, mentira todo dia". Será que agora teremos que gritar "A Metrópole não! Não tem escrúpulos não"?

Salvador, 30 de Outubro de 2008
SETORIAL DE CULTURA DO PT DA BAHIA

16/10/2008

EU SOU MAIS CULTURA EM SALVADOR

Precisamos de um encontro.
Cultura não pode ser mais tratada no terreno raso de alguma coisa que agora merece atenção, como aquele menino abandonado que vivia esquecido no canto da rua e que, de repente, é notado para uma atitude politicamente correta. Não. É preciso extrair no cerne do desenvolvimento crítico, moral, enfim, no cerne do desenvolvimento humano, as razões que justificam o investimento em cultura. Para além do mero destino de verbas orçamentárias ou da ampliação de equipamentos culturais, que investimento em cultura seja entendido como o próprio desenvolvimento humano e social, como prega a Agenda 21 da Cultura. Outro conceito fundamental que precisa ser incorporado na elaboração de políticas públicas é o de “evidenciar a importância da cultura no equacionamento de soluções para os problemas urbanos contemporâneos”, como foi intensamente debatido no Seminário Internacional A Cultura pela Cidade – Uma Nova Gestão Cultural da Cidade, realizado em abril deste ano, em São Paulo.

Como o próprio candidato Pinheiro evidencia, Salvador não possui vocação para indústrias, e sim, para serviços. Portanto, não se pode passar desapercebido de que a cultura há muito já não é tratada no plano secundário, em muitos lugares do mundo, apenas como produção de bens simbólicos, e sim, como produção de bens, serviços e produtos com valor econômico relevante. Este é um aspecto levantado pelo professor Teixeira Coleho, onde aponta dados do IBGE que registram um número maior de trabalhadores brasileiros em cultura do que na indústria automobilística, porém, alertando para o perigo da domesticação da cultura transformada simplesmente em serviço.

Por essas e outras razões, nos propomos a colaborar para a elaboração de políticas públicas que comportem a complexidade e a multiplicidade da cidade de Salvador, quando nos propomos a subsidiar o programa de governo do candidato Pinheiro na área cultural.

Acredito que, neste momento, deveríamos preparar um encontro do setor cultural (artistas, produtores culturais, pesquisadores, etc.) para alimentar o debate da política cultural que queremos em Salvador, com Pinheiro prefeito e Lídice vice-prefeita.
Gostaríamos o Setorial de Cultura do PT da Bahia, de uma opinião e da colaboração de todos neste momento, quando poderemos contar com um Prefeito aliado e sensível às nossas reivindicações.

Venham todos. Venham todas. Todas as tribos, todos os tipos.
Vamos todas, todas as mentes. Vamos todos, todos os corações.
Vamos acabar (ou não) com todos os mitos.
E dizer que investimentos culturais são evoluções.

Tony Teófilo

ASSINE O MANIFESTO DA CULTURA Pró Pinheiro - Acesse:
http://www.abaixoassinado.org/abaixoassinados/1975

18/09/2008

PT lança concurso de músicas de campanha. Participe!

http://www.pt.org.br/portalpt/index.php?option=com_content&task=view&id=70858&Itemid=240




As músicas de campanhas – também conhecidas por jingles – sempre foram um diferencial nas disputas eleitorais do PT em todos os níveis e fazem parte da memória cultural do partido.

Para valorizar essa tradição, estimular os autores e socializar a produção entre todo o partido, a Secretaria Nacional de Cultura do PT lançou nesta terça-feira, 16 de setembro, o 1º Concurso Nacional de Músicas de Campanhas – Eleições 2008.

Para conhecer os prazos e saber como participar, acesse o link acima.

1º Concurso de Músicas de Campanha - Eleições 2008

09/09/2008

13 Motivos para votar em Pinheiro para Prefeito de Salvador

Divulgamos aqui, o trabalho feito pela Coordenação Estadual do Setorial de Cultura do PT Bahia. São 13 motivos para votar em Pinheiro na área de cultura. Em breve será distribuida em toda Salvador pela militância. Nos teatros, feiras, shows e demais eventos culturais da nossa cidade.
Pinheiro, um prefeito para valorizar a cultura

01. CRIAÇÃO DA SECRETARIA DE CULTURA: a criação de uma secretaria específica para cultura é a prova da valorização e consciência da cultura como um dos eixos estruturantes para o desenvolvimento de Salvador. Muito mais que isso, é uma prova de amor à nossa cidade. Esta é uma bandeira histórica dos artistas, grupos culturais, instituições e movimentos sociais ligados a área. Com Pinheiro prefeito de Salvador, finalmente teremos uma Secretaria Municipal de Cultura, na cidade berço da cultura do país.

02. GESTÃO POPULAR E PARTICIPATIVA: Criação do Conselho Municipal de Cultura, mais espaço para a participação da sociedade civil com a realização de fóruns, seminários e conferências, adesão ao Plano Nacional de Cultura, criação dos Colegiados Locais de CULTURA;

03. DESCENTRALIZAÇÃO E DESCONCENTRAÇÃO: democratização dos recursos e investimento na produção e circulação dos bens culturais, sob a visão de correção de desigualdades. Reforço aos programas dos pontos de cultura;

04. MEMÓRIA E PATRIMÔNIO: valorização da memória e preservação do nosso patrimônio artístico-cultural, reconhecimento aos mestres populares de cultura, respeito a nossa história e a nossa gente;

05. DIVERSIDADE CULTURAL: reconhecimento e apoio à pluralidade e às manifestações culturais tradicionais e contemporâneas. Respeito às manifestações religiosas, valorização da identidade cultural, sobretudo, pelas referências de matrizes africanas e indígenas;

06. EDITAIS PÚBLICOS: transparência no financiamento de atividades culturais;

07. ORÇAMENTO: Ampliação dos recursos para a Cultura no município, regulamentação do Fundo Municipal, PPA da Cultura;

08. LINGUAGENS ARTÍSTICAS (teatro, dança, música, artes visuais, circo, etc.): Incentivo ao acesso e a produção, valorização das profissões artísticas e aprimoramento das relações de trabalho e produção;

09. FESTAS POPULARES E FEIRAS LIVRES: incentivo e preservação das Feiras Livres como a Feira de São Joaquim, feiras de artesanatos e das Festas Populares, como o Terno de Reis, Festas de Largos e o nosso carnaval, de forma democrática, respeitando a pluralidade e tradição histórica, a cidade e a sociedade, fazendo novamente do povo o personagem central das nossas manifestações.

10. COMUNICAÇÃO E INCLUSÃO DIGITAL: Fortalecimento das Rádios Comunitárias, Inclusão Digital no acesso e no desenvolvimento da produção digital, estímulo à formação de Redes Digitais, políticas públicas específicas para a democratização da Comunicação, Ciência e Tecnologia;

11. TRANSVERSALIDADE DA CULTURA: Integração de políticas públicas de Cultura nas demais áreas da gestão, como Trabalho, Emprego e Renda, Educação, Saúde, Comunicação, Lazer e Esporte;

12. AUDIOVISUAL: fomento da produção e distribuição do audiovisual, incentivo ao cineclubismo, aos documentários e curta-metragens. Estímulo à profissionalizaçã o e à produção independente;

13. LIVRO E LEITURA: Incentivo ao mercado editorial, produção e distribuição, com foco na formação de leitores. Ampliação de bibliotecas no sentido de descentralizar o acesso ao conhecimento, em respeito às diversas áreas da cidade.

26/08/2008

Vamos fazer uma festa: Lançamento do SITE de PINHEIRO no Rio Vermelho

Hoje, às 19 horas desta terça-feira, 26 de agosto, todos os caminhos nos levam ao largo de Dinha no Rio Vermelho, onde será lançado o "site" oficial de Pinheiro.

Será o momento da militância dos partidos da Coligação da Frente Salvador - Bahia - Brasil e apoiadores a se encontrar e comemorar o início da nossa arrancada rumo à vitória que fará de Pinheiro o próximo prefeito de Salvador.

Convidamos a todos e todas que apoiam Pinheiro a fazer uma grande festa no largo de Santana, mais conhecido como largo de Dinha.

Faça parte deste grande momento político de transformação soteropolitana!

19 horas, em Dinha!

Vá de vermelho e leve sua bandeira!


http://www.pinheiro 13.can.br

DIVULGUEM!

14/08/2008

A Cultura e a Economia

Os Ministros Gilberto Gil e Mangabeira Unger estiveram em Salvador para propor que pensemos a economia da Bahia no século XXI. O Ministro Gil já lembrou que a visão tradicional considera a cultura uma “cereja sobre o bolo”: uma coisa bonita, mas supérflua. Unger sublinhou que, na Bahia, é preciso aprender a passar do pré-industrial para o pós-industrial, sem etapas intermediárias.

Para fazer metáforas culinárias do papel da cultura no século XXI, melhor falar de panetone. A fruta não está sobre o bolo, numa função decorativa. Ela se mistura com a massa; ela é o bolo. De fato: o lugar central das indústrias criativas na economia do século XXI pode ser comprovado de vários pontos de vista.

É inquestionável o peso crescente das atividades culturais na formação do produto e na oferta de trabalho. Segundo a ONU, a economia criativa responde por 7% do PIB mundial e cresce rapidamente, a uma taxa que tende a 10% ao ano. A União Européia estima que 2,5% dos trabalhadores europeus encontrem ocupação na produção de cultura, porcentagem que aumenta extraordinariamente nas grandes cidades e em países como a Grã-Bretanha e a França.

Estende-se a transversalidade do valor cultural. Na atual economia, bens e serviços são valorados e valorizados cada vez mais pelo seu conteúdo intangível e simbólico – estético, étnico, religioso ou político. É interessante observar como isso diz respeito até mesmo a tradicionais commodities, agora impregnadas e envolvidas em cultura. Não é apenas a indústria de confecções que se transforma em indústria da moda, mas é também o chocolate, por exemplo, que se valoriza em função da marca, do “selo” verde ou social, ou ainda em razão da denominação de origem: “chocolate de Ilhéus”, vale dizer “Gabriela”. O valor de troca se descola do trabalho direto incorporado à mercadoria. O valor de uso não pode mais ser relacionado à utilidade em sentido estrito, pois o consumo é cada vez mais associado à necessidade de diferenciação social, a imperativos psicológicos superiores e, no limite, à singularização de desejos, muitas vezes supérfluos ou fúteis, mas sempre de forte conteúdo cultural.

A cultura é matéria-prima. No capitalismo atual, a criação de valor se desloca para o imaterial, isto é, para os serviços e bens digitalizados. A produção se faz com cérebros criativos e quantidade crescente de insumos culturais intangíveis: informações, idéias, símbolos, linguagens, relações ou públicos. O principal ativo é o relacionamento, o público fidelizado e proativo: consumidores que são cada vez mais também produtores – prossumidores. Nesse contexto, a divisão social do trabalho se aprofunda radicalmente, com a produção se externalizando em relação à empresa, enquanto esta tende a se transformar em organização virtual. O trabalho imaterial de prossumidores operando em redes, tornado hegemônico, produz linguagens, técnicas e arte, a partir de arte, técnicas e linguagens.

Repare nobre leitor, como parte crescente da imprensa que você lê é escrita e reescrita por leitores iguais a você. E, sobretudo, quando o suporte é online (comente!).

A produção cultural está na vanguarda da inovação tecnológica, inclusive organizacional. A atividade das indústrias criativas não apenas incorpora, rapidamente, as novas tecnologias de informação e telecomunicação, como também se destaca no uso das novas formas flexíveis e móveis de trabalho. Terceirização, cooperação internacionalizada em redes, trabalho autônomo, teletrabalho, transversalidade, plurifuncionalidade ou trabalho temporário por projeto, nada disso é novo, por exemplo, na produção do cinema.

A centralidade econômica da cultura se afirma ainda - e como decorrência de todos estes elementos – pelo fato de que a produção cultural é a arena central de duas das principais batalhas sociais deste início de século: a definição das condições de acesso do “precariado” aos novos meios de produção e distribuição, e a luta pela redefinição dos limites dos direitos de propriedade intelectual e das formas de fazer negócios com cultura.

Postos na linha de frente das mudanças nas condições de trabalho, artistas, técnicos do espetáculo ou pequenos produtores culturais pagam tributo à precariedade. De um lado, a alegria do trabalho autônomo criativo, potencialmente livre, distante dos relógios de ponto; de outro, remuneração incerta, instabilidade e ausência de direitos trabalhistas. Como liberar a potência criativa e superar as atuais condições de vida? Asseguradas condições mínimas de existência - o ponto de partida - o decisivo passa a ser o acesso aos novos meios de produção e distribuição, vale dizer, ao conhecimento (educação) e às redes (inclusão digital). De fato, o outro lado da customização ou personalização do consumo, uma característica da economia pós-industrial, são os vastos espaços que se abrem para uma produção cultural cada vez mais livre, colaborativa e diversificada – a personalização da oferta. Dito de outro modo: a procura por produtos culturais de nicho pressupõe uma oferta voltada para nichos culturais e gerada a partir de novos modelos de negócios.

Mas a condição primeira para a livre emergência dessa nova economia é a difusão da informação e do conhecimento, seus principais insumos, como bens públicos.

Os direitos de propriedade intelectual têm sido defendidos com base na tese, correta em princípio, de que remuneram os indivíduos e organizações inovadoras, garantindo, para o bem comum, a continuidade do progresso técnico e a diversidade cultural. Tudo bem. Mas é precisamente no terreno da cultura que a necessidade da atualização da legislação de direitos se manifesta, hoje, de forma mais clara. A resistência da indústria fonográfica às inovações nas formas de produção, distribuição e consumo da música; a tentativa de imposição, pelas grandes redes de TV, de equipamentos bloqueadores da gravação de emissões digitais; a opção dessas mesmas redes pela alta definição em detrimento da multiprogramação permitida pela TV digital, ou ainda o descompromisso míope das editoras com relação à digitalização dos livros e à pesquisa para a invenção de dispositivos mais eficientes para a leitura de e-books, são apenas alguns exemplos recentes.

A evolução das garantias ao trabalho criativo e a difusão de novos modelos de negócio são imposições da atual revolução tecnológica. Com o atraso de uma década, a indústria mundial da música começa a reconhecer o óbvio, passando a distribuir pela Internet, seu produto de forma gratuita ou a preços acessíveis, e reorientando, ao mesmo tempo, suas fontes de receita para os shows e a publicidade. Reproduzindo este ou criando outros modelos de produção, distribuição e marketing, a indústria cinematográfica, as editoras e muitos outros segmentos da economia criativa, terão que acompanhar, mais cedo ou mais tarde, as majors do disco.

Artistas, técnicos e produtores culturais terão melhores perspectivas nesse novo mercado? A greve dos trabalhadores temporários da indústria do espetáculo na França colocou na ordem do dia global a questão dos direitos sociais daqueles que produzem cultura. Os novos contratos “totais” da indústria de entretenimento, com entrega completa do artista e de sua imagem à sua produtora, lembram a servidão feudal, quando não o escravismo. A recente greve dos roteiristas de Hollywood, vitoriosa, parece indicar que muitos novos acordos ainda estão por ser feitos.
* Doutor em Economia pela Universidade de Paris X – Nanterre, professor licenciado da UFBA e superintendente na Secretaria de Cultura do Estado da Bahia.

Paulo Henrique de Almeida

19/07/2008

Pinheiro defende criação de Secretaria de Cultura e participa de novo debate

A criação de uma Secretaria Municipal de Cultura foi defendida pelo candidato a prefeito Walter Pinheiro, da coligação “Salvador - Bahia - Brasil” (PT, PSB, PC do B, PV), anteontem à noite, durante debate com moradores e comerciantes do Centro Histórico de Salvador, no Museu Eugênio Teixeira Leal. “A dimensão cultural é um dos eixos estruturantes do nosso programa de governo”, explicou o candidato. O candidato petista assegurou, inclusive, que o orçamento destinado à nova Secretaria será compatível com a compreensão da cultura como questão prioritária da sua gestão. A participação de Pinheiro no evento foi precedida por questionamentos feitos por diversos moradores, empresários e artistas que queriam saber as suas propostas para o Centro Histórico, com ênfase no Pelourinho. Ele criticou o processo de revitalização daquela área realizado na década de 1990, que, segundo afirmou, teve como foco a “limpeza” com a expulsão dos moradores e implantação de um modelo de ocupação insustentável. “A moradia é um aspecto fundamental para pensarmos num projeto de revitalização do Centro Histórico”, defendeu o petista. Um dos eixos da proposta de Pinheiro é articular a dimensão cultural na região para além da promoção de grandes eventos, por meio da criação e manutenção de atividades sistemáticas e permanentes de geração de renda para atrair o interesse dos soteropolitanos e não apenas dos turistas, desenvolvendo estratégias de economia solidária. O candidato petista lembrou de uma atividade que ocorria todos os domingos de manhã no Terreiro de Jesus, da qual ele freqüentou durante a sua juventude, a feira hippie, que reunia a produção de dezenas de artesãos de toda a cidade. Ontem à tarde, Pinheiro participou da sessão especial na Câmara Municipal de Salvador. Durante a sessão foram discutidos os impactos da nova lei que determina a gratuidade do transporte coletivo para pessoas com deficiência, a Lei da Gratuidade Sinal Fechado para Inclusão.

As informações são do jornal Tribuna da Bahia

14/07/2008

Nossa próxima reunião será quarta-feira, dia 16

Esta agendada para essa quarta-feira, dia 16, a partir das 17 horas, a próxima reunião do Setorial de Cultura Estadual do PT Bahia. A mudança de horário foi proposta pelos companheiros do interior que após cada reunião tinham que voltar para seus municípios muito tarde.
Na pauta estão o debate sobre temas para os Seminários do Setorial, comissão de organização para os eventos, programa de Cultura para Walter Pinheiro, candidato do PT à prefeitura de Salvador, documento base para os municípios, Conferência de Comunicação e eleições municipais!
O local será o auditório da sede do PT, na ladeira da Independência, Nazaré