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25 de mar. de 2009

PT começa a se organizar para I Conferência Nacional de Comunicação

A Comissão Executiva Nacional do PT aprovou nesta terça-feira (24) a criação de um Grupo de Trabalho para organizar a participação de petistas nos debates relativos à I Conferência Nacional de Comunicação, prevista para dezembro deste ano. Leia abaixo a íntegra do documento aprovado na CEN:

Sobre a I Conferência Nacional de Comunicação

Considerando as sucessivas resoluções políticas e iniciativas da Comissão Executiva Nacional do PT em apoio à convocação da I Conferência Nacional de Comunicação, adotadas nos últimos dois anos;

Considerando o anúncio do Presidente Lula, durante o Fórum Social Mundial de Belém, de que será convocada para 2009 a I Conferência Nacional de Comunicação;

Considerando que o Ministério das Comunicações, a Secretaria Geral da Presidência e a Secom estão discutindo no momento as providências para a sua convocação para o mês de dezembro de 2009;

A Comissão Executiva Nacional do PT resolve:

a. constituir um Grupo de Trabalho, composto pela secretarias nacionais de Comunicação, Movimentos Populares, Cultura e Mobilização, além da Fundação Perseu Abramo, para organizar a participação e intervenção dos/as petistas nesta I Conferência;

b. solicitar aos três ministros (Comunicações, SGP e SECOM) nova reunião com a CEN do PT, para dialogar sobre o formato da convocação, conteúdo e processo de preparação da Conferência;

c. consolidar as propostas aprovadas sobre o tema no III Congresso Nacional do PT, na Direção Nacional do PT e na I Conferência Nacional de Comunicação do PT como referência para a organização da militância petista na I Conferência Nacional de Comunicação;

d. realizar uma vídeo-conferência nacional, coordenada pelas Secretarias de Comunicação, Movimentos Populares, Cultura e Mobilização, além da Fundação Perseu Abramo, com o objetivo de mobilizar a base militante do PT em suas várias frentes de ação para a participação dos petistas na I Conferência;

e. estabelecer, até o processo de realização das Conferências Municipais, metas para a aprovação de propostas que possam unificar a intervenção dos/as petistas na I Conferência.

Comissão Executiva Nacional do PTBrasília, 24 de março de 2009

18 de nov. de 2008

Ocupar as redes de rádio e tevê

Esse texto vem em boa hora, num momento em que o Brasil discute o papel da Comunicação na sociedade, num país onde a mídia é subserviente à elite e aos interesses dos grandes grupos econômicos.

Ocupar as redes de rádio e tevê

A mídia, hoje, é a instituição com maior poder de produzir e reproduzir subjetividades. O dia em que os movimentos sociais organizados se derem conta disso, a primeira ocupação será nos centros de produção e reprodução de textos e imagens encarregados de sustentar o sistema.

Marcelo Salles

Revejo "Jango", brilhante documentário de Sílvio Tendler, que foi exibido na madrugada deste sábado (8/11/08) pela TV Brasil. Deveria ter ido ao ar mais cedo, em horário nobre, tamanha a sua importância. O filme mostra os atores envolvidos no golpe de Estado cometido contra o povo brasileiro em 1964. No ato lembrei do título do livro de René Dreifuss: “1964: a conquista do Estado”. O termo escolhido pelo escritor não poderia ser mais preciso. Tanto em sua obra quanto na de Tendler fica evidente que não houve apenas um golpe estanque no Brasil; ele não surgiu da noite para o dia. O movimento foi preparado durante anos e contou com apoio do governo dos EUA, de corporações privadas e de veículos de comunicação de massa.

No documentário há um depoimento muito importante de um militar, que chama a atenção para a “provocação” que representou o comício de 13 de março, na Central do Brasil. Ele fala que o povo trazia cartazes subversivos. Aí lembrei de toda a preparação psicológica, de todos os cursos financiados pelos EUA para os militares brasileiros de que fala Dreifuss. IPES e IBAD à frente. Ao longo de anos associaram comunismo à barbárie e à desordem, até chegar ao golpe. Depois dele, a tropa de choque foi retirada da linha de frente (Carlos Lacerda e Magalhães Pinto, cassados) e os homens de confiança assumiram a liderança. Brizola diz em seu depoimento que este foi o golpe dentro do golpe. Castelo Branco assume e imediatamente revoga a lei de remessa de lucros e garante a manutenção dos latifúndios improdutivos. O que vemos hoje?

Em meio à tal crise, que as corporações de mídia já não mais explicam por que, como e onde, o Banco Central divulga que montadoras de automóveis enviaram nada menos que US$ 4,8 bilhões às matrizes no exterior. Somando os outros setores da economia, a sangria alcança absurdos US$ 20,143 bilhões/ano. O Globo deu matéria sem nenhum destaque na página 22 da edição do último dia 6, cuja capa lambia as botas do novo comandante pró-forma do imperialismo. Eis aí a natureza do golpe de 1964 e da ditadura que seqüestrou, torturou e matou milhares de brasileiros.

Seu maior objetivo é garantir que o país mais rico da América Latina seja mantido sob a dominação imperialista. Nenhum governo sério do mundo permite que sejam enviados para o exterior tantos recursos produzidos com o suor do seu povo. Existem leis que obrigam que esse dinheiro seja reinvestido no país, isso sem falar na tributação às grandes empresas, que deveria ser maior. Não dá pra aceitar calado o envio de tantos bilhões pra fora enquanto existe gente passando fome aqui dentro. Isso sim é uma ditadura, devo dizer àqueles que se prendem aos paradigmas da mídia grande.

Apesar da flagrante pilhagem, não se vê resistência. Nem quanto às indecentes remessas de lucro, nem contra a entrega do nosso petróleo, nem contra a ausência de uma auditoria na dívida pública, nem contra a absurda concentração fundiária, nem contra a falta de regulamentação do artigo 153 da Constituição, que determina a cobrança de impostos sobre grandes fortunas, nem contra o salário mínimo de R$ 415,00 e, pior, nem contra o oligopólio dos meios de comunicação social. Pior porque é este oligopólio o maior responsável pela manutenção desse estado de coisas, que de um lado explora o cidadão brasileiro e de outro entrega nossas riquezas para empresas estrangeiras e seus testas-de-ferro.

A mídia, hoje, é a instituição com maior poder de produzir e reproduzir subjetividades. Ou seja, é ela quem vai determinar formas de sentir, agir, pensar e viver de cada pessoa e, por extensão, de toda a sociedade. O dia em que os movimentos sociais organizados se derem conta disso, a primeira ocupação será nos centros de produção e reprodução de textos e imagens encarregados de sustentar o sistema. Uma vez ocupadas as redes de rádio e tevê (cujas principais representantes, a propósito, estão com as concessões vencidas), o povo será informado sobre as razões da falta de médico para o filho que sente dor, da falta de escola para quem precisa estudar, da falta de trabalho para quem quer produzir, da falta de terra para quem quer cultivar e etc. Uma vez que isto aconteça, a justa indignação não mais poderá ser contida.

Marcelo Salles é jornalista e editor do jornal Fazendo Media (www.fazendomedia.com)


O texto você encontra no site da Carta Maior pelo link:

http://www.cartamaior.com.br/templates/analiseMostrar.cfm?coluna_id=4026

14 de nov. de 2008

A Bahia na trincheira pela democratização da comunicação

Por João Freire

Padre Adenilton não era profeta. Mas percebeu que aquela menina ti¬nha talento para a comunicação. Incentivada pelo padre, aos nove anos, Gislene Moreira começou a trabalhar em uma rádio comunitária na cidade baiana de Rui Barbosa, distante 300 quilômetros de Salvador, e não parou mais. Filha de camponeses e relações públicas por formação, Gislene era coordenadora de articulação da ONG Cipó – Comunicação Interativa e agora está no México, onde cursa o doutorado. Gil, como é conhecida, participou do grupo de trabalho que organizou a I Conferência de Comunicação Social da Bahia, realizada em agosto passado.

A Conferência teve como objetivo promover o direito humano à comunicação e já se tornou um marco histórico. A Bahia, que teve um papel importante na consolidação da independência do Brasil – quando expulsou os portugueses de Salvador, em 2 de julho de 1823 –, agora se destaca com a Conferência de Comunicação, a primeira do gênero realizada no Brasil, uma importante contribuição para a democratização da comunicação em nosso país.

Na Bahia, assim como em outros estados brasileiros, o coronelismo sempre dominou os meios de comunicação. “É preciso muita coragem para enfrentar os 500 anos de dominação da nossa história, que hoje se traduz na dominação dos meios de comunicação”, destacou Gil Moreira na abertura da Conferência.

Pouco tempo atrás, seria impensável fazer o que o governo da Bahia e a sociedade civil fizeram. Uma ampla e democrática conferência para discutir políticas públicas e democratização da comunicação. Nunca houve diversidade nos meios de comunicação da Bahia. Uma única e poderosa voz determinava o que os baianos liam e assistiam nos meios de comunicação.

Falecido há pouco mais de um ano, o ex-governador da Bahia Antônio Carlos Magalhães – mais conhecido como ACM – comandava essa voz. Amigo próximo do empresário Roberto Marinho (Organizações Globo), controlava um império de comunicação que incluía seis geradoras e 311 retransmissoras de TV (todas afiliadas da TV Globo), além de rádios, jornais e uma operadora de TV paga.

A eleição do governador Jaques Wagner (em 2006) foi a maior derrota política de ACM e a realização da Conferência de Comunicação representa mais um revés para os poderosos coronéis midiáticos, que insistem em tentar manter a comunicação sob a tutela de seus interesses e, assim, se perpetuar no poder.

“A democracia brasileira não será completa se não cumprirmos a etapa da democratização da área de comunicação”, advertiu o secretário de Comunicação da Bahia, Robinson Almeida, coordenador-geral da Conferência. “O estado tinha que dar sua contribuição e demonstrar para o Brasil que é possível fazer um debate democrático sobre comunicação”, concluiu.

Segundo o governo da Bahia, mais de 2.500 pessoas, das várias regiões do estado, se mobilizaram e participaram das oito plenárias preparatórias, realizadas de Eunápolis (no Sul do estado) a Juazeiro (no Norte). Nessas reuniões, foram eleitos os 300 delegados que participaram do evento em Salvador.

Os baianos demonstraram grande capacidade de mobilização e de comprometimento com a Conferência, que não se esvaziou ao longo dos três dias de trabalho. O calor dos debates deixou claro que a sociedade brasileira deseja mudanças urgentes na comunicação e quer participar das decisões sobre as políticas públicas do setor.

“As empresas de comunicação defendem a democracia e a liberdade de expressão, mas não admitem uma diversidade maior. Os meios de comunicação debatem tudo, menos a realidade deles próprios”, reflete Carlos Tibúrcio, assessor especial da Presidência da República, que representou o governo federal no evento. “Eu espero que [a Conferência] se reproduza pelos 26 estados da federação e pelo Distrito Federal para que consigamos, de fato, dar um passo significativo nesse processo de consolidação da democracia no país”, acrescentou Tibúrcio. O secretário Almeida completou: “É possível fazer uma conferência estadual e é possível fazer uma conferência nacional”.

Formada em 2007, a Comissão Pró-Conferência Nacional de Comunicação reúne mais de 20 entidades da sociedade civil organizada e tem como objetivo mobilizar a sociedade e pressionar o governo federal para convocar uma conferência nacional a ser realizada em 2009.

Apesar de a comissão já ter apresentado a proposta para os ministros Luis Dulci, Franklin Martins e Hélio Costa, ainda não há sinal de que o governo pretenda atender essa demanda. Apoiado em conceitos absurdos como a liberdade de expressão comercial, o lobby dos controladores da mídia – representado pelos 198 deputados e 38 senadores da Frente Parlamentar da Comunicação Social – tem conseguido evitar o debate e retardar a convocação da conferência. Seria muito útil se os empresários do setor praticassem a responsabilidade social empresarial e se dispusessem a debater as questões da comunicação com a sociedade.

A Comissão Pró-Conferência participou ativamente do evento. “O evento demonstra ao governo Lula, em especial ao Ministério das Comunicações, que a nação brasileira quer e exige a realização da conferência nacional, para poder discutir políticas públicas de uma comunicação inclusiva que represente as diversidades brasileiras”, afirmou José Sóter, coordenador executivo da Abraço Nacional – Associação Brasileira das Rádios Comunitárias – entidade integrante da Comissão.

A deputada federal Luiza Erundina (PSB-SP) também participou do evento em Salvador. “Pelo peso que tem a Bahia, essa Conferência vai ter impacto político junto ao governo federal para que se consiga a Conferência Nacional de Comunicação. Nós temos que ir ao presidente Lula”, clamou a deputada. Erundina integra a Comissão de Ciência, Tecnologia, Comunicação e Informática (CCTCI) da Câmara, espaço onde os interesses das empresas de comunicação sempre falaram mais alto do que os interesses da sociedade.

Atualmente, a CCTCI é presidida pelo deputado Walter Pinheiro (PT-BA), que demonstra estar alinhado às reivindicações da sociedade e defende a urgência da convocação da conferência nacional. “Nós queremos a conferência para discutir o uso da comunicação como ferramenta de democratização”, afirmou Pinheiro em entrevista para o Observatório do Direito à Comunicação.

No documento final do evento, a Carta da Bahia, há um destaque para o controle social da mídia. A plenária propõe a criação do Conselho Estadual de Comunicação, cobra ações do governo para a universalização do acesso à internet banda larga e entende que é essencial o fortalecimento da comunicação comunitária (rádios e TVs) no estado. “Se nos for garantido o direito à comunicação, iremos assim quebrando paulatinamente os monopólios das minorias privilegiadas sobre os meios de comunicação social de massa e combatendo os impérios oligárquicos regionais vinculados à propriedade privada sobre a terra e os meios de produção”, prega o documento.

Mais um importante passo foi dado para a democratização da comunicação no Brasil.

A entrevista integra a edição nº 66 da revista Fórum.

31 de out. de 2008

NOTA DE REPÚDIO AO JORNAL DA METRÓPOLE DE MÁRIO KERTESZ

A lição primeira para qualquer comunicador é a de que o Meio de Comunicação Jornalístico deve ser imparcial em emitir preferências, sobretudo, em relação à temáticas que geram polêmica e controvérsia na opinião pública, tais como, religião e política.

Mesmo não sendo de grande surpresa, devido a demonstrações que este grupo de comunicação local, a Editora KSZ, Metrópole, de comando de Mário Kertesz, tem proferido em suas publicações e difusões, é lamentável como de forma tão escancarada fez propaganda eleitoral em favor de um dos candidatos à Prefeito de Salvador, às vésperas das eleições no segundo turno em Salvador. Uma verdadeira boca de urna deliberada em favor do reeleito (e não atribuímos somente à esse fato, claro) prefeito João Henrique.

A publicação do Jornal da Metrópole, de 24 de Outubro de 2008, (http://www.jornaldametropole.com.br/) estampa na sua Capa a marca de campanha do então candidato João Henrique. Não é uma opinião é uma Publicidade? Ora, convenhamos que, um veículo de comunicação que se digne, não se submete à falta de sensatez e não subestima ou brinca com a inteligência e o senso crítico da sociedade..

Mais uma vez, é vergonhoso termos que encarar mais um papelão como esse que agora despejaram pelas ruas de Salvador, 80.000 exemplares de sua tiragem. Mesmo depois de tantas vezes gritarmos contra outros veículos que cometeram esta prática arrogante: "TV Bahia, mentira todo dia" e/ou "Correio da Bahia, mentira todo dia". Será que agora teremos que gritar "A Metrópole não! Não tem escrúpulos não"?

Salvador, 30 de Outubro de 2008
SETORIAL DE CULTURA DO PT DA BAHIA

20 de jun. de 2008

Carta Capital foi a única a ganhar leitores em 2007

Segundo uma pesquisa do instituto Marplan, a revista Carta Capital foi a única a crescer em número de leitores em 2007. A revista cresceu 15% enquanto revistas como a Veja apresentaram queda de 9%. As regiões em que a revista mais cresce é no Rio de Janeiro e no Nordeste. Em Salvador, a revista teve o expressivo crescimento de 100%.

Sem dúvida esta pesquisa mostra o amadurecimento do brasileiro no tratamento com a informação, reflexo da decadência jornalística causada pela parcialidade em que é tratada, muitas vezes sem compromisso com a ética, servindo exclusivamente a interesses de grupos econômicos ligados ao conservadorismo mais perverso e mais arcaico.
Com a popularização da internet e suas diversas ferramentas, a grande mídia deixou de ser a única via de informação e um outro lado dela pode ser mostrado. Apesar do poder que a grande mídia elitista desse país ainda exerce sobre nós, o certo é que ela vem perdendo adeptos à medida em que cresce o acesso a outros veículos de informação mais democrático e plural, desaguando no crescimento de revistas como a Carta capital, no sucesso de blogs como dos jornalistas Paulo Henrique Amorim, Luis Nassif e tantos outros.

Inscreva-se para 1º Conferência de Comunicação social da Bahia clicando aqui

MANIFESTO DE REPÚDIO À RETIRADA DA PRODUÇÃO INDEPENDENTE DO TEXTO DO PL 29


"Com imensa preocupação, o Congresso Brasileiro de Cinema, na representação de mais de 50 das maiores associações de todos os elos da cadeia do audiovisual, com aproximadamente 4.500 empresas dedicadas a esta indústria, vem manifestar seu veemente repúdio à ameaça de retirada da produção independente do texto do PL 29."
É assim que começa o manifesto d@s profissionais de audiovisual que protestam contra a requisição de retirada da presença da produção independente do texto e das considerações do PL 29. "A produção independente é o verdadeiro espelho nacional que todos queremos ter em casa.
E somos democráticos, solidários: não queremos exclusividade. Queremos a imagem americana, francêsa, búlgara. Mas queremos igualmente a nossa,
conclui o presidente do Congresso Brasileiro de Cinema Paulo Rufino.

Leia o manifesto:

COMISSÃO DE CIÊNCIA E TECNOLOGIA - CCTCI PREZADOS SENHORES DEPUTADOS

MANIFESTO DE REPÚDIO À RETIRADA DA PRODUÇÃO INDEPENDENTE DO TEXTO DO PL 29



Com imensa preocupação, o Congresso Brasileiro de Cinema, na representação de mais de 50 das maiores associações de todos os elos da cadeia do audiovisual, com aproximadamente 4.500 empresas dedicadas a esta indústria, vem manifestar seu veemente repúdio à ameaça de retirada da produção independente do texto do PL 29.
Por quê?
Do ponto de vista do produto televisivo, tal alteração impedirá o exercício da livre concorrência, determinando programas mais caros e, portanto, inibindo o crescimento da própria TV por assinatura. Impedirá também a diversidade nos produtos ofertados ao espectador, diminuindo ainda mais a pouca ou nenhuma escolha que este já tem.
Do fundamental ponto de vista ético e cultural, veda ao brasileiro o espelho de que este necessita para que se reconheça, cultive-se e se afirme como membro respeitável da comunidade global.

A experiência estrangeira:

Na Europa, desde 1997, a diretiva legal "Televisão Sem Fronteiras" exige que os canais de TV de seus estados-membros exibam conteúdo europeu na maior parte da transmissão. Isto não inclui notícias, esportes e publicidade.
E determina que pelo menos 10% da programação sejam produzidos por independentes.

Exemplos europeus:

No REINO UNIDO pratica-se 25%.
Na FRANÇA: 100% da programação dos canais públicos e privados são de produção independente, exceto a editorial.
Igualmente, na ALEMANHA, mesmo com a exigência legal do mínimo de apenas 10% determinada pela lei citada ("Televisão Sem Fronteiras"), quase toda a programação da TV é produzida pelos independentes.

A América:

O governo do CANADÁ acredita na importância de promover a criação e a divulgação de estórias canadenses, que mostrem e envolvam seus grupos. Isto encoraja e fortalece as relações entre cidadãos e aprofunda o conhecimento das diversas comunidades. Assim, o Governo estipulou medidas:

• Cota de 50% da programação deve ser de conteúdo canadense.

100% do que é produzido no Canadá é produzido por independentes (exceto editorial/jornalismo).

EUA – Há uma valorização da produção local/regional: as televisões só podem exibir 5 horas diárias de conteúdo em rede nacional.
• Grande penetração da TV paga.
• Mais de 50% da produção é realizada por produtoras independentes.

CHILE: A TV Pública trabalha com 70% de produção independente.

Agora o BRASIL: A proposta do pl 29

Ora, o texto deste PL prevê apenas minguadas 3 horas de exibição semanal de conteúdo nacional, com apenas 15 minutos diários de produção independente brasileira. E, mesmo tão abaixo do que acontece na maior parte dos países desenvolvidos mencionados acima, alguns ainda pretendem retirar a produção independente de sua aprovação!

É claro que isto não se deve ao mérito, mas apenas à tentativa de manter os padrões atuais de apossamento do mercado.

E quais as vantagens das cotas?

Para não legislar em causa própria, vejamos as intenções da "ANATEL" norte-americana (o FCC, Federal Communications Commission, o órgão regulador deles) ao criar o PTAR – Prime Time Access Rule, que, com outra lei, a conhecida Fin-Syn, vigorou por 25 anos, até que a produção independente ali pudesse criar um corpo sólido:

"O PTAR foi instituído devido à preocupação de que as 3 maiores redes de TV – ABC, CBS e NBC - dominassem o mercado da produção de programas, controlassem a maior parte dos produtos apresentados ao público e inibissem o desenvolvimento de outras fontes concorrentes na produção de programas.

A FCC [Comissão Federal de Comunicações) acreditava que instituir o PTAR iria, em última instância, aumentar o nível de competição na produção de programas, reduzir o controle das redes sobre as decisões de programação de suas afiliadas e, desta forma, aumentar a diversidade dos programas disponíveis ao público" (Wikipedia)
Desenvolver a produção independente nacional ali significou qualificar seus profissionais e garantir a indústria sólida que hoje se apresenta tão voraz e eficientemente em nossas telas.

Aqui, faria o mesmo, mas também garantindo voz às várias culturas e à vasta geografia nacionais. Por que seríamos contra isto?!

Se todos os países que hoje possuem uma indústria audiovisual forte já tiveram e/ou têm suporte jurídico-constitucional através da obrigatoriedade de um porcentual mínimo para a produção independente e nacional, ou seja, da regulamentação de cotas, por que esta medida não serviria ao Brasil?

CBC – Congresso Brasileiro de Cinema
Junho de 2008

Paulo Rufino
Presidente

PL 29 - Projeto continua sem votação

Novamente, o PL 29/2007, que trata do mercado de TV por assinatura e do audiovisual, entrou na pauta da Comissão de Ciência e Tecnologia, Comunicação e Informática (CCTI), mas não chegou a ser votado. O motivo também é velho conhecido dos deputados da comissão: a realização de uma sessão extraordinária no Plenário da Câmara dos Deputados para votar os destaques da emenda 29, que altera o sistema de financiamento da saúde.
A sessão da CCTI foi aberta às 11h, mas ficou apenas nos debates. E, com o iminente início da Ordem do Dia no Plenário, a reunião foi encerrada cerca de meia hora depois. A sessão serviu apenas para o desabafo do deputado-relator, Jorge Bittar, que voltou a acusar "o grupo econômico dominante", em clara referência à Globo, de pressionar para que a proposta não seja votada. A briga em torno do texto continua sendo a implantação de um sistema de cotas."Curiosamente, está entre os produtores nacionais, mais especificamente o maior deles, a maior resistência (às cotas). Grupo este que negociou conosco à exaustão", afirmou Bittar. Segundo o relator, a limitação para a entrada das teles na produção de conteúdos nacional foi um dos itens negociados com este grupo que, agora, posiciona-se contra o projeto. "Acho um absurdo a proibição unilateral de que todas as empresas de telecomunicações não possam produzir conteúdo apesar de ser nacionais. Aceitamos isso para o bem das negociações e agora, esse grupo quer puxar o tapete."

Leia mais: http://www.pt.org.br/portalpt/index.php?option=com_content&task=view&id=13348&Itemid=240

18 de jun. de 2008

Tereza Cruvinel concentra poderes e Orlando Senna pede demissão


Orlando Senna sai da TV Brasil

O jornalista e cineasta baiano, Orlando Senna, diretor-geral da EBC - Empresa Brasil de Comunicação, pediu demissão ontem do cargo por discordar da forma de gestão da TV Brasil. Senna assumiu a diretoria através do Ministério da Cultura após deixar a secretaria do Audiovisual no MinC, onde trabalhou entre 2003 a 2007. Em sua carta aberta, ele expõe os motivos que o levaram após 8 meses de trabalho, a deixar o cargo. Faz crítica a forma de gestão adotada pela empresa que segundo ele, concentra poderes excessivos à presidência (Tereza Cruvinel), engessando as instâncias operacionais interferindo na autonomia. "Uma forma de gestão que induziu a exoneração de Mário Borgneth, o excepcional articulador e executivo que organizou e coordenou o seminal Fórum de TVs Públicas e que, como diretor de Relacionamento da EBC, nesses oito meses, montou a estrutura de uma rede com cobertura em todo o País, baseada em novos modelos de negócio e em uma arquitetura horizontal, sem o verticalismo das redes comerciais. Uma decisão com a qual não posso concordar." , dispara.

Termina a carta dizendo que o processo de uma TV pública "blindada contra os poderes e interesses governamentais e econômicos só chegará a bom termo (como todos sabemos) com a participação direta da sociedade" e conclui dizendo da agradável sensação de dever cumprido, agradecendo a confiança depositada por Gilberto Gil, por Lula e pelos trabalhadores audiovisuais.

Leia a carta na íntegra: http://observatorio.ultimosegundo.ig.com.br/artigos.asp?cod=490TVQ004

10 de jun. de 2008

Hoje: Reunião entre o coletivo de comunicação e setorial de cultura

AVISO

A secretaria de comunicação do PT/Ba convida o coletivo de comunicação e o setorial de cultura do partido, para uma reunião nesta terça-feira (10/06), às 19h, na sede do PT.
O objetivo do encontro é discutir a participação da militância na 1ª Conferência de Comunicação Social do Estado, que foi lançada ontem (04/06), pelo governador Jacques Wagner, cuja plenária estadual ocorre nos dia 14, 15 e 16 de agosto.

Reunião entre o coletivo de comunicação e setorial de cultura do PT/Ba

Local: Sede do PT/Ba
Data: 10/06 (terça-feira)
Horário: 19h
Secretaria de Comunicação do PT/Ba

05/06/2008
Assessoria de Imprensa - PT/Ba

6 de jun. de 2008

Softwares livres serão desenvolvidos na Bahia


Acaba de ser assinado o protocolo de intenções entre a Companhia de Processamento de Dados do Estado da Bahia (Prodeb) e a Red Hat - empresa norte-americana líder mundial em soluções Open Source (software livre) - direcionados à implantação de programas, projetos e atividades com base em código aberto, assim como à capacitação e aperfeiçoamento de recursos humanos.
O acordo foi firmado no Salão de Atos da Governadoria, com a presença do governador Jaques Wagner, do secretário da Administração, Manoel Vitório da Silva Filho, do diretor-presidente da Prodeb, Elias de Oliveira Sampaio, do country manager da Red Hat no Brasil, Alejandro Chocolat e do Assessor-geral de Comunicação do Estado, Robinson Almeida.
Durante o evento, Jaques Wagner destacou que o debate entre software livre e software de código fechado é extremamente saudável para o crescimento tecnológico. "Espero que esse convênio pioneiro se torne referência nacionalmente. O acordo certamente vai nos ajudar na gestão governamental e no desenvolvimento da tecnologia local", ressaltou Wagner.
O diretor da Red Hat no Brasil, Alejandro Chocolat, destacou que para a empresa este é um momento especial. "O protocolo técnico e científico entre nós e a Prodeb é pioneiro no Brasil e será tratado com muita atenção por nós. Queremos, junto com a Prodeb, criar uma base técnica de desenvolvimento do futuro. Estamos certos que a Bahia caminha para o crescimento tecnológico", destaca.


O evento também contou com a presença do Presidente da Comissão de Ciência e Tecnologia, Comunicação e Informática da Câmara Federal, deputado Walter Pinheiro, da Diretoria Colegiada da Prodeb, de deputados estaduais, além de gestores públicos da área da tecnologia da informação e comunicação da Bahia.
O protocolo objetiva a cooperação e o intercâmbio técnico-científico direcionados à implantação de programas, projetos e atividades, com o uso e difusão de tecnologias da informação e comunicação (TIC), com base em plataformas de software de código aberto, assim como à capacitação e aperfeiçoamento de recursos humanos.

As informações são do site da AGECOM Bahia

5 de jun. de 2008

Conferência abre espaço para a democratização da informação


Foto: Robson Mendes/AGECOM

A democratização da informação, o fortalecimento da produção regional e a propriedade dos meios de comunicação social foram os principais temas abordados no lançamento da 1ª Conferência de Comunicação Social da Bahia, nesta quarta-feira (4), no teatro do Instituto de Radiodifusão Educativa da Bahia (Irdeb), em Salvador. O governador Jaques Wagner destacou a importância do debate, lembrando que, quando era deputado federal, sempre teve atuação voltada para este tema.

"Acho o tema muito importante para a democratização da informação no estado, por isso fiz questão de fazer esta saudação pessoalmente", assinalou o governador. Ele disse, ainda, que a “informação na Bahia sempre esteve contaminada pelo controle que existia nos meios de comunicação por parte do poder político e essa realidade deve mudar a partir de uma discussão aberta com a sociedade civil”.

O lançamento conferência foi transmitido ao vivo, das 9 às 11h, pela TV Educativa, via satélite, para todo o Brasil e pela internet pelo sites da Assessoria Geral de Comunicação do Governo do Estado (Agecom), da Companhia de Processamento de Dados do Estado da Bahia (Prodeb) e para as 40 Diretorias Regionais de Educação (Direcs), por vídeoconferência.

Leia mais no Portal da AGECOM pelo site: http://www.comunicacao.ba.gov.br/noticias/2008/06/04/conferencia-abre-espaco-para-a-democratizacao-da-informacao

3 de jun. de 2008

Bahia lança I Conferência de Comunicação do Brasil nesta quarta

A Conferência de Comunicação Social da Bahia será lançada nesta quarta-feira (4), no auditório do Irdeb, bairro da Federação, em Salvador. A programação será iniciada às 9 horas da manhã, com transmissão via satélite (ver quadro abaixo) e para 36 salas de videoconferência da Secretaria de Educação, em todo o estado. O público poderá acompanhar também pelo site de comunicação do governo da Bahia: http://www.comunicacao.ba.gov.br/, com direito a participação pelo telefones 0800-71-5250 e 71-3116-7433.

A Conferência, primeira do gênero em todo o país, será realizada nos dias 14, 15 e 16 de agosto, no Hotel Sol Bahia, em Paramares, Salvador. Antes, oito plenárias regionais, representando todos os territórios baianos, vão recolher as sugestões da sociedade, profissionais, pesquisadores, sindicalistas, empresários, integrantes de movimentos sociais e estudantes da área de comunicação para a formatação de políticas públicas no setor.


As plenárias são resultado de um amplo debate entre o governo da Bahia e o área de comunicação no estado, bem como a sociedade e movimentos sociais que se interessam pelo tema. Mais informações e inscrições, no link: http://www.comunicacao.ba.gov.br/conteudo/paginas/conferencia. Os participantes receberão certificado.


Inclusão e interação


A transmissão vai garantir também que portadores de deficiência auditiva acompanhem toda a programação. Uma intérprete de libras será o recurso utilizado para traduzir todas as informações em forma de sinais da linguagem utilizada para comunicação de quem tem surdez.
O público da platéia e o internauta poderão fazer perguntas aos palestrantes. O encontro será mediado pelo jornalista e radialista Ernesto Marques, coordenador executivo da Agecom. No lançamento, o tema central é “O direito à comunicação” com debates entre o secretário executivo de Comunicação Social da Presidência da República, Ottoni Fernandes Júnior, a diretora do Coletivo Brasil de Comunicação Social(Intervozes), Bia Barbosa, membro do Fórum pela Democratização da Comunicação, Berenice Mendes, e o presidente da comissão de Ciência e Tecnologia da Câmara dos Deputados, deputado federal, Walter Pinheiro.


Calendário e outras informações:




As inscrições podem ser feitas no endereço eletrônico http://www.comunicacao.ba.gov.br/conteudo/paginas/fale-conosco ou nos locais onde ocorrerão as plenárias regionais da 1ª Conferência de Comunicação Social da Bahia.

27 de mai. de 2008

I Conferência Livre de Comunicação da Bahia

Com objetivo de trazer para sociedade o debate em torno da democratização da comunicação, acontecerá em Salvador a a 1ª Conferência Livre de Comunicação da Bahia. Entre os dias 4 e 6 de junho de 2008, serão dicutidos entre governo, representantes da área e sociedade, os rumos das políticas de comunicação.

Inscrições e informações pelo e-mail comunicação@cipo.org.br ou pelo site
http://www.comunica-bahia.blogspot.com/